O antigo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira considerou esta quinta-feira que quem duvida que Portugal é vítima de corrupção “está a questionar o inquestionável”, depois do trabalho que coordenou na OCDE ter sido questionado pelo Governo português. Questionado pelo deputado do CDS-PP sobre as acusações que tinha feito de “compadrio entre o Estado e privados”, na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas, Álvaro Santos Pereira lançou: “quem questiona se o nosso país é vítima de corrupção, está a questionar o inquestionável”. No parlamento, em 16 de janeiro, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, sublinhou a importância de combater “em todas as circunstâncias” a corrupção, mas disse que “identificar o problema da corrupção como fator de degradação da economia portuguesa é desviar a atenção de coisas importantes” como as dificuldades de acesso ao capital e de qualificação de recursos humanos e as baixas taxas de poupanças. “E fico bastante desapontado que o contributo que a OCDE tem para dar à economia portuguesa é pôr o combate ao problema da corrupção como uma coisa mais importante, por exemplo, que a qualificação dos portugueses e dar um sinal ao mundo que estamos ao mesmo nível que a Nigéria ou do que o Iraque”, disse então. No início do mês de janeiro, o jornal Expresso indicou que a corrupção é destacada, pela primeira vez, num relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia nacional, que é publicado a cada dois anos. O jornal referiu que, na base desta conclusão, está o trabalho da equipa do antigo ministro Álvaro Santos Pereira, o Economic Survey, um radar da OCDE sobre a economia portuguesa.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/quem-questiona-se-pais-e-vitima-de-corrupcao-questiona-o-inquestionavel—-santos-pereira?ref=economia_destaque