O Ministério das Finanças reagiu à divulgação das estimativas de crescimento económico da Comissão Europeia, divulgadas esta quinta-feira, salientando que a revisão em baixa da expansão da economia portuguesa é inferior à da zona euro.

“A revisão em baixa do crescimento da economia europeia deve-se, essencialmente, a motivos de incerteza geopolítica, combinados com fatores domésticos que prejudicam o crescimento nas maiores economias da Europa”, refere o ministério tutelado por Mário Centeno. “No entanto, a revisão do crescimento da economia portuguesa para 2019 (-0.1 p.p. face às Previsões de Outono) é significativamente inferior à da zona euro (-0.6 p.p.)”, acrescenta.

No Winter Forecast 2019, Bruxelas prevê que o crescimento da zona euro deverá abrandar de forma acentuada este ano, devido a uma maior incerteza global, e depois de já ter registado uma desaceleração em 2018. Bruxelas reviu em 0,6 pontos percentuais as estimativas de outono do PIB deste ano para os 1,3%. Já para 2018, estima uma expansão de 1,9% e para 2020, 1,6%.

Ainda que a economia portuguesa deva crescer acima da média da zona euro, a CE também reviu em baixa ligeira as previsões de expansão do PIB português para este ano devido a uma contribuição mais fraca das exportações. Antecipa uma desaceleração para 1,7%, abaixo dos 1,8% das previsões de outono e da meta de 2,2% inscrita no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019).

“Para Portugal, a par da moderação do crescimento da procura externa e, por essa via, das exportações, a Comissão Europeia destaca também a dinâmica positiva do consumo privado e a aceleração do investimento como fatores que deverão apoiar o crescimento no curto prazo”, refere o Ministério tutelado por Mário Centeno, em comunicado.

“De acordo com estas previsões, Portugal dará continuidade a uma trajetória de convergência com a Europa”, salienta.

Esta manhã, o ministro das Finanças publicou uma mensagem na rede social Twitter, na qual apelava a que não se retrate o desacelerar do crescimento económico como uma crise.

“Parem de retratar o abrandamento como uma crise. Os riscos políticos estão a conduzir a esta moderação do crescimento previsto nas Previsões de Inverno da Comissão Europeia de hoje. Assim, está nas nossas mãos inverter a tendência e agir agora para reduzir esses riscos”, escreveu Mário Centeno.

Fuente: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/portugal-dara-continuidade-a-uma-trajetoria-de-convergencia-com-a-europa-diz-financas-408737